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"Ele batalhou e lutou pela vida", diz irmão de João Frohlich

06 de Julho de 2017 Autor:

Parentes asseguram que a vítima não tinha costume de dar carona em viagens 

O empresário Jean Carlos Frohlich, irmão de João Frohlich, morto na manhã da última quarta-feira (05) vítima de um assaltante, é um dos que buscam respostas para o crime que chocou os linharenses. João saiu de Linhares rumo à Vitória, num veículo Ford Edge, e dava carona para duas pessoas, um homem e uma mulher. Próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no município da Serra, o carona anunciou o assalto e atirou contra as vítimas. João não resistiu aos três tiros que levou e morreu no local. A mulher foi baleada na perna.

Em entrevista ao portal Gazeta Online, Jean relatou o que sabe a respeito do crime. “Eu sei o que a colega do meu irmão contou para a polícia. Que eles saíram de Linhares com destino à Vitória e quando chegavam na Serra, um homem para quem ele tinha dado carona anunciou um assalto e depois atirou nos dois, matando o João”.

Jean disse ainda que não faz ideia de quem cometeu o crime, mas afirmou que João deu carona a essa pessoa antes de sair de Linhares, após receber um telefonema. “Não sei se era conhecido do meu irmão”, acrescentou.

O empresário não crê na possibilidade de o irmão ter reagido ao assalto. “Não era do perfil dele. Acredito que o homem tentou roubar o carro e como não conseguiu, tentou eliminar as provas. Se ele conseguisse levar o carro, talvez ele tivesse ido embora sem fazer nada, eu acho”.

Em seu relato, Jean contou ainda que o assassino só levou o celular da vítima. “A carteira dele ficou no bolso, além do relógio. A mulher estava com R$ 600 na bolsa, deixaram tudo. Acho que o cara só queria o carro mesmo. Levou o celular dele e dela também”.

Quanto ao perfil do irmão falecido, Jean lembrou: “Um ser humano fantástico, batalhador e que lutou muito pela vida. Não há palavras para descrevê-lo. Trabalhava há mais de 15 anos no mesmo lugar. Ele era transplantado, há 8 anos. Esperou três anos por um fígado novo. Lutou para viver mais e acabou morrendo desse jeito trágico. Esperou três anos para conseguir o fígado”. 

Vítima não tinha costume de dar carona em viagens 

Outro irmão de João, o engenheiro de manutenção Josemar Frohlich, disse que a vítima era uma pessoa muito rígida em relação à carona, principalmente quando envolvia desconhecidos. “Se meu irmão fez isso é porque alguém que ele conhecia pediu a carona para o suspeito que acabou tirando a vida dele”, afirmou o engenheiro.

Embora a família acredite em latrocínio (roubo seguido de morte), a Polícia Civil trata a morte de João Frohlich como homicídio (envolve apenas a morte). “O caso será investigado na Delegacia de Crimes Contra a Vida (DDCV) de Serra, onde serão apuradas a autoria e motivação", declarou o delegado José Lopes, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

Terceira tragédia em 6 meses

O assassinato de João não é a primeira tragédia que a família dele enfrenta neste ano. Jean disse que essa é a terceira morte em um período de sete meses. "Em janeiro, perdi outro irmão para uma bactéria. Depois, em março, meu pai morreu, com Alzheimer. Fico preocupado como a minha mãe agora", declarou.

Além dos irmãos e da mãe, João deixa sua esposa e uma filha de 16 anos. O corpo foi velado na Igreja Maranata do bairro Shell e enterrado no cemitério de São José.

Empresário lamenta a morte do funcionário: "Ele era como se fosse da família"

O carro que João dirigia passou por perícia e foi entregue ao empresário Jadir Marin, dono do automóvel e chefe de João.

Marin disse estar abalado com a morte do funcionário, com quem trabalhou por 20 anos. Na quarta-feira, ele passou o dia em Vitória acompanhando os familiares de João durante a liberação do corpo e demais trâmites legais no DML.

O empresário lamentou a morte do funcionário. “Ele era como se fosse da família, trabalhava há 20 anos conosco, sempre muito prestativo”, disse.

Colegas de trabalho também estão abalados com a morte do eletricista, que fazia a manutenção elétrica de um estabelecimento comercial no bairro Conceição.

Com informações e foto do portal Gazeta Online



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