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Inverno diminui a taxa de vitamina D no organismo

23 de Agosto de 2017 Autor: Caroline Pereira

Inverno diminui a taxa de vitamina D no organismo

Por mais que o inverno no Brasil não seja tão rigoroso, a diminuição da exposição corporal ao sol, que é comum nesta estação, provoca a diminuição das taxas de vitamina D no organismo. Isso porque essa vitamina – que possui um papel importante em várias funções do corpo, como na absorção de cálcio e fósforo – é produzida pela exposição da pele aos raios solares, conforme explica a médica endocrinologista de Linhares, Dra. Rafaela Norbim Barcelos.

A especialista diz que a principal ação da vitamina D acontece sobre o sistema musculoesquelético. Logo, as baixas taxas dessa vitamina podem comprometer os ossos e os músculos do corpo, agravando o risco de doenças como reumatismo, artrite, artrose e osteoporose. Além disso, a médica acrescenta que a vitamina D também age no sistema cardiovascular, no sistema imunológico, no controle de células tumorais, entre outros sistemas importantes para o bom funcionamento do organismo. Por isso, é necessário redobrar a atenção nessa época mais fria do ano. Vale lembrar que o inverno termina no dia 22 de setembro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade da população mundial tem quantidades insuficientes de vitamina D. A insuficiência acontece quando a concentração é menor do que 30 ng/ml (nanogramas por mililitro de sangue). Valores abaixo de 10 ng/ml são classificados como insuficiência grave. Já as dosagens iguais ou superiores a 30 ng/ml estão na faixa da normalidade, cujo limite máximo é 100 ng/ml. 

Diagnóstico e tratamento

De acordo com Dra Rafaela, exames laboratoriais são capazes de revelar se a pessoa possui deficiência de vitamina D e, em alguns casos, os especialistas precisam prescrever uma medicação. Já a exposição solar diária, por cerca de 15 minutos, auxilia na prevenção da deficiência desta vitamina. “Pelos efeitos nocivos do sol, recomenda-se que a exposição solar ocorra logo no início da manhã e ao final do dia”, alerta a especialista. No entanto, ela diz que devido ao risco de câncer de pele e de envelhecimento precoce, frente à segurança da reposição oral da vitamina D, os médicos não costumam indicar a exposição solar com intuito de manter níveis adequados desta vitamina.

Uma alternativa seria recorrer à dieta equilibrada. Ainda que as fontes alimentares de vitamina D sejam escassas, o nutriente pode ser obtido pela ingestão de óleo de fígado de bacalhau, peixes gordurosos (salmão, atum, cavala), sardinha, gema de ovo, cogumelos, entre outros.  

FOTO: A exposição solar diária por cerca de 15 minutos auxilia na prevenção da deficiência de vitamina D (Créditos: Reprodução)



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