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Casos de infarto e derrame aumentam no inverno

20 de Julho de 2017 Autor: Caroline Pereira

Casos de infarto e derrame aumentam no inverno

Médicos de Linhares explicam a relação entre o frio e o surgimento dessas doenças e também dão dicas de como evitá-las 

Dentre os principais problemas de saúde que surgem com mais frequência no tempo frio, o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) – também conhecido como derrame – merecem receber a atenção dos indivíduos, especialmente daqueles que já convivem com alguns fatores de risco, como pressão alta, tabagismo, obesidade, entre outros.

Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, estudos mostram que, durante o inverno, o número de infartos cresce, em média, 30% e os de AVC, 20%. A estimativa é que a cada dez graus de queda na temperatura haja um aumento de 7% no índice de infartos, especialmente quando os termômetros atingem marcas inferiores a 14ºC.

O médico cardiologista, dr. Alberto de Paula Nogueira Junior, explica que, no tempo frio, os vasos sanguíneos se contraem para que o organismo perca menos calor e mantenha o equilíbrio térmico. Logo, se as artérias possuírem alguma obstrução, o fluxo de sangue que corre para o músculo do coração pode ficar bloqueado, resultado num infarto.

A mesma explicação é dada para o aumento dos derrames, sendo que, nestes casos, o fluxo de sangue fica impedido de ir para o cérebro, conforme esclarece a médica neurologista, dra Soo Yang Lee.

O dr. Alberto reforça ainda que as inflamações e infecções típicas do período de inverno – como as gripes – também podem acentuar o risco de infarto. Os problemas respiratórios tendem a aumentar a formação de coágulos no sangue e a presença de toxinas, que danificam os vasos e geram problemas cardiovasculares. 

Sintomas

Segundo a dra Soo, os sintomas do AVC podem variar e vão depender da região do cérebro em que ocorre a parada do fluxo sanguíneo. “Se for na área do cérebro responsável pela visão, a pessoa vai perder uma parte da visão, de um dos olhos, por exemplo. Mas o sinal mais comum é a perda de força de um lado do corpo. Também pode ocorrer dificuldade na fala e, às vezes, o que a pessoa acha ser uma crise aguda de labirintite pode ser, na verdade, um derrame acometendo a área do equilíbrio”, alerta a neurologista.

Já os sintomas do infarto, segundo o dr. Alberto, são: dor no peito acentuada (principalmente do lado esquerdo), que pode se propagar para o braço, a mandíbula ou dorso; náusea; palidez; falta de ar, entre outros.

 “O índice de mortalidade de um infarto na primeira hora após o surgimento dos sintomas chega a 50%”, alerta o dr. Alberto. Por isso, quem sentir esses sintomas deve buscar ajuda especializada o mais rápido possível e evitar a automedicação.

Orientação semelhante é dada para os casos suspeitos de derrame, pois, além do alto risco de causar a morte da pessoa, esse problema, de acordo com a dra. Soo, pode gerar diversas sequelas, como a perda dos movimentos, da fala, da visão e de outras funções importantes do organismo. 

Prevenção

Em ambos os casos, o conselho dado pelos médicos para quem quer evitar os problemas é controlar todos os fatores de risco – como os já mencionados tabagismo, pressão alta, obesidade e também alcoolismo, diabetes, colesterol, etc. Deve-se ainda manter a prática de atividade física, seguir uma dieta saudável e controlar o peso. 

Teste simples ajuda a identificar AVC

Em caso de suspeita de derrame, deve-se fazer o exame SAMU, que consiste em identificar os sintomas do problema. As etapas de análise consistem em:

S: SORRISO

Durante o AVC, a boca da pessoa fica torta e ela não consegue sorrir normalmente;

A: ABRAÇO

A pessoa não é capaz de levantar os dois braços e, com isso, fica impedida de abraçar outra pessoa;

M: MÚSICA

Por estar com a fala prejudicada e/ou embolada, a pessoa não consegue cantar uma música qualquer;

U: URGÊNCIA

Se a pessoa apresentou os sintomas acima descritos, procure o pronto socorro mais próximo de sua casa ou entre em contato com o Samu pelo telefone 192. 



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