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Mulheres se destacam na gestão de pequenas empresas no ES

31 de Agosto de 2017 Autor: Caroline Pereira

Mulheres se destacam na gestão de pequenas empresas no ES

As mulheres capixabas se destacam cada vez mais na abertura e gestão de empresas de pequeno porte. É o que mostra um levantamento recente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae ES). Na categoria Microempreendedor Individual (MEI), as mulheres são 49% e já lideram a gestão das empresas que atuam nos segmentos de comércio (53%), indústria (59%) e serviços (54%).

O levantamento mostrou ainda que para empreender não existe limite de idade. Segundo os dados do Sebrae ES, 77% das microempreendedoras individuais têm de 30 a 64 anos.

Em Linhares, o empreendedorismo feminino também está em alta. De acordo com Jarbas Bolsoni, coordenador do Sebrae do município, 49,23% dos MEIs da cidade são mulheres.

Para ele, algumas características, que estão fortemente presentes em pessoas do sexo feminino, são elementos favoráveis ao sucesso de um negócio. “Podemos dizer que faz parte do DNA feminino gerenciar múltiplas atividades (casa, filhos, relacionamentos, trabalho, amigos, empresas, etc.), além de realizar tudo com emoção e dedicação. Elas também têm persistência para superar as inúmeras dificuldades e fazem, com maestria, a elaboração de um minucioso planejamento em torno do seu empreendimento”, cita. 

Exemplos de sucesso

Para realizar o sonho de abrir o próprio negócio, Milena Coslop largou o emprego que tinha em um banco e há dois anos se dedica exclusivamente ao trabalho de confecção de lembranças, produtos personalizados e artesanato em geral. Milena é MEI formalizada junto ao Sebrae e possui CNPJ, algo que, segundo ela, ajuda a dar mais credibilidade ao negócio e facilita a contratação de fornecedores.

Além de participar de eventos e mostras do setor de festas, Milena utiliza as redes sociais para expor os seus produtos. Por isso, ela consegue ter, em sua carteira de clientes, pessoas de outras cidades, além de Linhares, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, etc.

No dia a dia, a microempreendora conta com a parceria de sua mãe, Lucia Helena Coslop. Elas trabalham juntas em um ateliê, montado na residência de Milena.

Quem também trabalha em casa, num espaço próprio para o pequeno negócio que montou, é Monique Araújo. Há quatro anos, ela deixou o emprego na área administrativa e passou a se dedicar, exclusivamente, aos trabalhos de manicure. Ela conta que, mesmo no tempo em que possuía um emprego fixo, ela já realizava atendimentos no período noturno e aos finais de semana.

Decidida a realizar o sonho de trabalhar de forma independente, Monique buscou especialização e aprimorou a técnica da unha em gel. O pedido de demissão aconteceu tempos depois. Já a formalização como MEI ocorreu há um ano e três meses, e foi com os incentivos do Sebrae que ela conseguiu obter recursos para construir o seu espaço de trabalho, anexo à sua residência em Linhares.

Já a doceira Ingridy Marchesi não trabalha em casa. Ela alugou um espaço em Linhares para montar a cozinha e a loja do seu negócio, que funciona há um ano e seis meses com serviços de encomenda e pronta-entrega. Assim como os demais, exemplos dessa reportagem, ela abriu mão de um emprego fixo para conquistar a autonomia profissional.  

Ingridy relata que a inspiração para trabalhar com doces veio da mãe, que atua no ramo há 18 anos. Hoje, a matriarca virou uma das fornecedoras da filha.

Para Ingridy, uma das principais vantagens da formalização como MEI é o acesso aos direitos, como licença-maternidade, auxílio-doença, entre outros. 

Como empreender?

Buscar a diferenciação é um das principais atitudes de quem deseja empreender e ter sucesso no negócio, conforme ressalta o coordenador do Sebrae. “É preciso ver o que todo mundo vê, mas pensar aquilo que ninguém pensou. Portanto, é imprescindível buscar continuamente por informações para estabelecer um planejamento e uma tomada de decisão assertiva”, aconselha.

Além de planejamento e organização, a qualidade do produto ou do serviço também deve ser levada em conta pela mulher empreendedora. “Esses produtos e serviços devem ser entregues de forma rápida, com um preço competitivo e precisam ser gerados com um custo adequado e sem desperdícios”, ressalta Jarbas.

No mais, ele diz que a microeempreendedora deve estar pronta para lidar com diferentes situações e se restabelecer perante as dificuldades, que também surgem nos pequenos negócios. “Por fim, procure estabelecer parcerias efetivas para o desenvolvimento de ações diversas e preocupe-se com a sustentabilidade das suas atividades empresariais, criando e agregando valor para a sociedade”, completa.

 

Para as mulheres que já possuem um negócio, mas ainda não se formalizaram e desejam receber as informações sobre os direitos e benefícios do cadastro como MEI, o Sebrae de Linhares oferece, todas as quartas-feiras, às 10h e às 14h, a palestra: "O Microempreendedor para começar bem”. Para participar, basta entrar em contato pelo telefone 0800 570 0800 ou comparecer pessoalmente ao Sebrae de Linhares, localizado na Av. Rufino de Carvalho, 819, Centro. A palestra é gratuita.



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