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Governo fará enquete sobre o fim do horário de verão

22 de Setembro de 2017 Autor: Redação CE

Governo fará enquete sobre o fim do horário de verão

Após a conclusão de estudos que mostram que o horário de verão não proporciona mais economia de energia, o Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu encaminhar a questão para instâncias superiores. Prevendo polêmica, já que o assunto divide opiniões e tem quem ama e quem odeia o horário de verão, o governo estuda fazer uma enquete nas redes sociais para deliberar sobre o assunto.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, evitou dar um posicionamento prévio. O presidente Michel Temer é quem vai bater o martelo sobre a questão, segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro.

“Tendo em vista as mudanças no perfil e na composição da carga que vêm sendo observadas nos últimos anos, os resultados dos estudos convergiram para a constatação de que a adoção desta política pública atualmente traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema”, informou o MME.

“Desta forma, o MME encaminhará o assunto à Casa Civil para avaliação da pertinência da manutenção do horário brasileiro de verão como política pública nos próximos anos, considerando a influência nos demais setores da sociedade”, acrescentou o ministério.

A conclusão dos estudos sobre a aplicação do horário de verão já havia sido informada pelo Broadcast em junho.

Na época, o MME já havia constatado que a mudança nos hábitos do consumidor e o avanço da tecnologia tornaram inócua a economia de energia que o horário de verão proporcionava no passado. Autoridades do setor elétrico atribuíram sua manutenção a “questões culturais”.

De acordo com esses estudos, não é mais a incidência de luz natural que influencia os hábitos do consumidor, mas, sim, a temperatura. A popularização dos aparelhos de ar-condicionado é uma das principais razões dessa mudança. 

Picos de consumo de energia

Como o calor é mais intenso no fim da manhã e início da tarde, os picos de consumo são registrados atualmente nesse período. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o horário de ponta ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.

No passado, o horário de maior consumo de energia era registrado entre 17h e 20h, quando os trabalhadores retornavam para casa e tomavam banho.

Para dar mais folga e segurança ao sistema, adiantar os relógios em uma hora permitia, por exemplo, adiar o acionamento da iluminação pública nas ruas. Isso deslocava parte da demanda e diminuía a concentração do uso de energia, reduzindo custos do sistema elétrico.

Em 2016, de acordo com dados do MME, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema.

O custo é considerado irrelevante para o setor. A primeira vez que o País o adotou foi em 1931. Desde 1985, ele foi aplicado todos os anos.

 

Nos países desenvolvidos, o horário de verão é mais extenso do que no Brasil. Na Europa, vigora de março a outubro; nos Estados Unidos, México e Canadá, de março a novembro; na Austrália, de outubro a abril; na Nova Zelândia, de setembro a abril.

Saiba a opinião de alguns leitores do CE 

O assunto é mesmo polêmico. Quem ama o horário de verão alega que o dia é mais longo e pode ser aproveitado para praticar esportes, entre outras atividades. Já quem odeia esse período do ano, na maioria das vezes, diz que com o relógio adiantado em uma hora, fica muito mais difícil para acordar cedo e que não vê diferença na economia de energia, conforme constatado pelo estudo realizado.

Confira a opinião sobre o assunto de alguns leitores do jornal Correio do Estado, que moram em Linhares: 

 “Sou contra. Não vejo economia, pois acordamos no escuro e acendemos as lâmpadas. Depois chegamos em casa com pôr do sol, e o ciclo é o mesmo. Acho que poderia fazer outras campanhas para economizar energia. Descontos para quem consome menos ou até mesmo reduzir o consumo”.

José André Motta Rizzi – administrador, morador do bairro Palmital 

 “Não gosto do horário de verão! Acho mais cansativo porque acordo mais cedo e acabo dormindo mais porque com a correria nem percebo por está claro ainda. Para alguns é vantagem por praticar exercícios à tarde e curtir férias na praia, que não é o meu caso”.

Tatiane Peruch – assessora administrativa, moradora bairro São José 

 “Eu gosto, por que você sai de manhã para trabalhar e chega à tarde em casa ainda com o dia claro, te dando mais tempo para fazer mais coisas no dia”.

Ailton Luciano dos Santos – vendedor, morador do bairro. São José

 “Eu gosto do horário de verão, por que acaba aumentando mais o dia, o dia fica mais extenso e você tem como aproveitar mais para fazer uma atividade, para resolver alguma coisa do seu dia a dia”.

Charleston Nogueira – policial militar, morador do bairro Planalto

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

 

 

 

 



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