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Novo presidente da Findes vai intensificar atividade no interior

04 de Agosto de 2017 Autor: Guto Netto/ADI-ES

Novo presidente da Findes vai intensificar atividade no interior

Tomando posse à frente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), na última quinta-feira (3), Léo de Castro destacou a presença da instituição em todas as regiões do Estado e garantiu que vai potencializar as atividades em áreas como educação, segurança, cultura e desenvolvimento.

O novo presidente da Findes, eleito no dia 10 de abril deste ano, concedeu entrevista à Associação dos Diários do Interior (ADI) e falou de seus projetos. Confira!

 

Associação dos Diários do InteriorComo pretende conduzir a atuação da Findes no interior do Estado?

 

Léo de Castro - A Federação, hoje, pode dizer que é uma Federação do Estado do Espírito Santo. Nós estamos em 15 regionais que congregam todos os 78 municípios, com atividades em todas essas cidades formando mão de obra, levando saúde, segurança, cultura, articulando desenvolvimento e a nossa pretensão é intensificar essa atuação. O Espírito Santo precisa se desenvolver de forma equilibrada. Então vamos trabalhar firme em potencializar, cada vez mais, os investimentos que foram feitos e a estruturação da Federação em todo o interior do Estado.

 

ADIQual a expectativa do setor diante desse cenário político-econômico do país?

 

LC - O momento político é muito instável ainda mas, mesmo nesse ambiente, conseguimos evoluir em reformas que são muito importantes para o país crescer na sua produtividade.Além disso, estamos vivenciando um cenário de inflação controlada, que é muito importante e de redução de taxa de juros.Precisamos sair desse cenário de recessão, uma crise que eu acho que o Brasil nunca vivenciou. As empresas de forma geral estão tendo que ter um esforço redobrado para sobreviver a esse momento de extremo desafio. Precisamos cobrar que o ajuste fiscal, que o governo federal tem que fazer, que ocorra no campo da despesa e não no campo do aumento do imposto, como aconteceu recentemente.

 

ADIComo pretende ser sua atuação à frente da Findes?

 

LC – Vamos trabalhar em cima de um tripé, que é inovação, produtividade e desenvolvimento de mercado. Na área da produtividade, o Senai, que para nós é uma fonte de formação de mão de obra especializada, vamos intensificar o trabalho, aproximar ele ainda mais da indústria qualificando, cada vez mais, o ensino que é dado aos alunos, porque é através da formação da mão de obra que a gente cresce na produtividade. Formação boa de mão de obra e também ter acesso a ferramentas de gestão que aumentem a competividade da indústria capixaba.

 

ADIComo a Federação vem atuando para que a Samarco retome suas atividades?

 

LC – A Findes está atuando fortemente junto com a Samarco, se empenhando para que a gente possa superar os entraves que impedem ainda o retorno da empresa. É importante entender que no Espírito Santo a Samarco não tem nenhum impedimento para haver essa retomada. O impedimento está em Minas Gerais.A Samarco é um desejo de todos nós do Espírito Santo, que essa empresa retome suas atividades o quanto antes. A Samarco representa 5% do PIB do Espírito Santo. O que a Samarco deixa de arrecadar de ICMS para o Espírito Santo equivale, hoje, basicamente a todo o investimento que o Estado está fazendo. Se a Samarco estivesse operando o Estado dobraria sua capacidade de investimento com recurso próprio.

 

ADIA duplicação da BR 101 é uma preocupação para a indústria?

 

LC – A BR 101 é o principal eixo de desenvolvimento e dinamismo econômico do Espírito Santo.Tivemos uma reunião, essa semana, com a ANTT e o ministro dos transportes e ficou combinado um prazo de 60 dias para a ANTT nos dar um retorno sobre a proposta que a concessionária fez. A Federação das Indústrias pretende, ao longo desses 60 dias, propor reuniões de acompanhamento com a ANTT para ver a evolução dessa análise antes dos 60 dias para não chegar no dia e ter uma má notícia.Existe um contrato e que tem cláusulas. Precisamos entender, claramente, quais cláusulas, tanto do lado das obrigações quanto dos direitos que fugiram do controle e buscar um equilíbrio para a retomada das obras na BR 101.

 

ADI Qual a expectativa de crescimento da indústria capixaba?

 

LC – A indústria do Espírito Santo tem uma expectativa de crescimento em torno de 4% a 4,5% mas, sinceramente, não é algo para se comemorar pois a base de 2016 é ruim. A indústria capixaba trabalha com uma ociosidade grande, com um potencial de crescimento muito maior, é uma indústria com parque industrial diversificado, competente de que trabalha não só internamente no Estado, mas nacionalmente e também exporta muito. Eu acho que esse ano ainda estamos pavimentando para fazer, sim, 2018, um ano de crescimento que anime mais a economia e a sociedade capixaba.

 

 

Presidente da Petrobrás prevê R$ 33 bilhões em investimento no Estado 

Pedro Parente, presidente da Petrobras, esteve em Vitória participando da posse da nova diretoria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Durante entrevista coletiva, Parente afirmou a previsão de aplicação de cerca de R$ 33 bilhões em operações e novos investimentos no Estado pelos próximos cinco anos.

 

“Com a operação da Petrobras aqui no Espírito Santo, nós temos dispêndios da ordem de US$ 1,7 bilhão por ano.Com o Espírito Santo sendo o segundo maior produtor nacional de petróleo, temos que ter uma base operativa aqui. Se multiplicar isso por cinco, você chega a US$ 8,5 bilhões e se somar os investimentos previstos para esse período, de mais US$ 2,7 bilhões, estamos falando, certamente, a um número superior a US$ 11 bilhões e, se multiplicar pela taxa de câmbio de hoje, aproxima-se de R$ 33 bilhões no período de cinco anos entre dispêndios para a operação da empresa e mais novos investimento”, disse o executivo da Petrobras.

 

Diante desses investimentos e com áreas do pré-sal ainda a serem exploradas, Parente prevê uma arrecadação cada vez maior de royalties e participações especiais pelos governos estadual e municipais. “Como existem áreas de exploração importantes ainda aqui no Espírito Santo, onde pretendemos encontrar parcerias para também explorá-las, podemos ver que no futuro, sabendo que isso leva tempo, (a arrecadação) pode subir graças a essas novas descobertas se forem feitas”.

 

O presidente da estatal disse ainda que a fase de corrupção na empresa já é passado e que a realidade é outra. “Muita coisa mudou. Hoje, a Petrobras é uma empresa completamente diferente.Não temos indicações políticas, são quadros totalmente profissionais.Cada uma dessas pessoas que participa do nosso conselho de administração ou da nossa diretoria ou são gerentes, eles tem que passar por uma coisa que chamamos de verificação prévia de integridade.Ë uma empresa completamente diferente daquela que existia pré-Lava Jato”. 

FOTO: Léo de Castro, novo presidente da Findes (Divulgação)



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