Jornal Correio do Estado - O Jornal que todo Mundo lê

Notícias - Economia

Recente alta dos preços dos combustíveis impacta bolso do linharense

18 de Setembro de 2017 Autor: Caroline Pereira

Recente alta dos preços dos combustíveis impacta bolso do linharense

Nos últimos tempos, muitos consumidores têm enfrentado dificuldades para lidar com o sobe e desce dos preços dos combustíveis. Na semana passada, por exemplo, o preço médio nacional da gasolina atingiu o valor recorde no ano de R$ 3,850 por litro, influenciado pela passagem de furacões pelos Estados Unidos, onde há diversas refinarias. Entretanto, para hoje (19), a Petrobrás anunciou uma redução de -0,7% no preço da gasolina e um aumento de 0,6% no diesel. 

De acordo com Marcelo Japhet Giurizatto, da rede de postos Outro Negro, os reajustes quase que diários dos preços dos combustíveis acontecem por uma determinação da Petrobrás que, em julho deste ano, revisou sua política de preços. Na época, a estatal alegou que as revisões como eram feitas, uma vez por mês, não eram suficientes para acompanhar as mudanças crescentes da taxa de câmbio e das cotações de petróleo e derivados.

Por isso, segundo Marcelo, os donos de postos têm que acompanhar os ajustes anunciados pela Petrobrás e realizar as alterações dos preços em intervalos tão curtos de tempo. Ela lembra que os próprios consumidores também podem acompanhar essas alterações, anunciadas no site www.petrobras.com.br/precosdistribuidoras

 

Saiba como economizar

Em tempos de crise financeira, muitas pessoas até pensam na possibilidade deixar o carro na garagem. Porém, o economista capixaba Ricardo Paixão, que também é professor na Faceli, diz que algumas medidas mais simples podem ajudar o consumidor a lidar com a alta dos preços dos combustíveis.

“As famílias podem rever os seus hábitos diários de utilização do automóvel para tentar otimizar esse uso”, aconselha o especialista, já que, em diversas ocasiões, muitas pessoas acabam recorrendo ao carro em trajetos curtos, que poderiam ser feitos a pé ou por outro meio de transporte mais econômico. “Além de fazer bem para a saúde, faz bem para o bolso”, completa.

Outra opção, segundo o economista, é o estímulo à prática da carona, aliada à divisão dos gastos. Ele sugere que o motorista fique atento também à utilização do ar-condicionado e de outros itens que podem acelerar o consumo de combustível.

Ricardo ressalta ainda a importância de se manter a revisão do automóvel em dia. “Um equipamento desregulado ou um pneu descalibrado pode aumentar o consumo de combustível e gerar outros problemas mecânicos”, exemplifica.

Na visão do especialista, o deslocamento por transporte público em alguns dias da semana é uma ideia que não pode ser descartada pelo linharense. “Sei que, para muitas pessoas, isso acaba sendo um sacrifício, mas é algo em que devemos pensar, pois o impacto no consumo de combustível é significativo”, garante.

Por fim, ele sugere que o consumidor tome cuidado com os postos que oferecem combustíveis a preços muito abaixo da média praticada. “É preciso checar se o posto é de confiança, pois a gasolina tem que ser de qualidade, a fim de não comprometer o veículo”, recomenda.

Dinheiro ou cartão?

Antes proibida, a prática de oferecer preços diferenciados para quem paga em dinheiro, em vez do cartão, se tornou comum nos postos de abastecimento. Para Ricardo, esse desconto é válido e deve ser aproveitado, desde que o motorista já tenha uma quantia considerável nas mãos na hora em que for abastecer.  Ele diz que um deslocamento até o banco apenas para o saque do dinheiro da gasolina pode, no fim das contas, não ser tão vantajoso. Por isso, o linharense deve planejar suas idas ao caixa eletrônico e reservar certa quantia para o combustível.

Gasolina ou álcool?

Quem tem carro flex acaba tendo dúvidas sobre o que mais compensa para o bolso na hora de abastecer. De acordo com Ricardo, para que o etanol seja competitivo, o litro não pode custar mais do que 70% do preço da gasolina. Ou seja, se a gasolina custar R$ 4 o litro, por exemplo, o álcool será uma boa opção se custar até R$ 2,80 o litro. Acima disso – que é o valor percebido atualmente –, o álcool não é uma boa opção. 

FOTO: Correio do Estado



    Comentários (0) Enviar Comentário