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Preço do gás de cozinha dispara e chega a custar R$ 70 em Aracruz

06 de Novembro de 2017 Autor: Caroline Pereira

Preço do gás de cozinha dispara e chega a custar R$ 70 em Aracruz

O preço do gás de cozinha – botijão de até 13 kg – aumentou 4,5% no último domingo (05). Segundo a Petrobras, a causa principal do reajuste é a alta das cotações do produto nos mercados internacionais. Independente do motivo, o fato é que o valor praticado no mercado tem pesado no bolso do brasileiro.

No norte do Espírito Santo é possível encontrar botijões sendo vendidos a R$ 70. Esse foi o maior preço registrado no município de Aracruz no último levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na capital, de acordo com a ANP, o preço máximo do gás de cozinha também chega a R$ 70, e em Guarapari (município que conta com o valor mais elevado), R$ 75.

Por se tratar de um bem essencial para a rotina das pessoas, seja em casa, seja num estabelecimento comercial, o gás de cozinha não pode, simplesmente, ser deixado de lado nas compras do mês. Porém, de acordo com o economista capixaba Ricardo Paixão, que também é professor da Faceli, algumas atitudes do consumidor são capazes de otimizar os gastos e evitar o desperdício de dinheiro.

“Quando se tem o aumento de determinado item, é importante fazer uma reflexão a respeito dos hábitos de consumo. Às vezes, sem perceber, a pessoa acaba utilizando o item de forma desnecessária ou de uma maneira que vai elevar o gasto”, afirma o especialista. 

Recomendações

Como primeira dica, Paixão sugere que, se possível, a dona de casa faça o uso das tampas das panelas na hora de preparar as refeições. “A tampa acelera o cozimento e colabora para um uso mais racional do gás”, diz. Outro item que pode agilizar o preparo da comida e, consequentemente, economizar gás, é a panela de pressão.

O especialista também recomenda que o acendimento de uma ou mais bocas do fogão seja feito de forma rápida, evitando assim o desperdício de gás e agilizando o uso do mesmo. Ele aconselha que as peças do fogão sejam limpas com determinada frequência e que o usuário faça, ao menos, uma revisão anual do eletrodoméstico, a fim de evitar possíveis escapes de gás.

Outra atitude proposta pelo especialista é o cozimento de uma quantidade maior de determinado alimento – como o arroz –, que possa ser consumida em mais de uma refeição e, quem sabe, ao longo de dois ou mais dias. Basta conservar o alimento de forma correta e reaquecê-lo com o uso do micro-ondas.

O economista pede ainda a atenção dos moradores de uma casa em relação à corrente de ar que vem de janelas e portas. Tais correntes podem apagar as chamas da boca do fogão e causar vazamento de gás.

Por fim, ele lembra que o uso esporádico do fogão a lenha pode ser uma boa alternativa para quem já conta com essa estrutura em casa.   

Outras dicas do economista:

- Não exagere na quantidade de água colocada na panela para cozinhar um alimento e também não o deixe na fervura mais tempo que o necessário, pois uma quantidade maior de água exige mais tempo para levantar fervura e, assim, para cozinhar a comida;

- Logo que a fervura da água levantar, abaixe o fogo. Após esse processo de ebulição, não fará diferença no cozimento manter o fogo alto como antes;

- Utilize o forno somente em caso de necessidade, pois ele é um grande vilão do consumo do gás; evite abrir e fechá-lo de forma desnecessária, para não apagar a chama e atrapalhar o preparo do alimento;

 

- O estado de conservação das panelas deve ser analisado. Panelas com o fundo plano distribuem melhor o calor da chama que vem do fogão, pois elas ficam bem adaptadas à grade do eletrodoméstico. Já as panelas com fundo inclinado ou torto não se assentam corretamente no fogão e, assim, distribuem de maneira não uniforme o calor das chamas, levando a um cozimento ineficiente e um aumento no desperdício de gás. 

FOTO: REPRODUÇÃO/PROCON JATAÍ



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