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Economista dá dicas para usar bem a primeira parcela do 13º

30 de Novembro de 2017 Autor: Caroline Pereira

Economista dá dicas para usar bem a primeira parcela do 13º

Nesta quinta-feira (30), milhares de trabalhadores recebem a primeira parcela do 13º salário. E os planos relacionados ao uso desse dinheiro costumam variar bastante. No entanto, pesquisas mostram que a maioria dos brasileiros vai aproveitar esse recurso para pagar dívidas em atraso. Um estudo da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), por exemplo, revelou que 85% dos entrevistados têm esse objetivo: usar a primeira parcela do 13º para sair do vermelho.

O economista capixaba e professor da Faceli, Ricardo Paixão, diz que essa é uma boa decisão e dá conselhos sobre que dívida quitar nesse momento: "Devemos priorizar as dívidas que possuem o custo mais elevado. Esse custo é medido pela taxa de juros cobrada na operação. De acordo com os dados da Pesquisa de Juros da Anefac, a taxa de juros anual para pessoa física conforme cada linha de crédito teve a seguinte distribuição: Cartão de Crédito (326,14%), Cheque Especial (297,18%), Empréstimo Pessoal – Financeiras (143,55%) e Juros do Comércio (91,42%)", afirma.

Na contramão, quem não está endividado pode utilizar esse dinheiro de uma maneira mais consciente, quem sabe até fazendo um bom investimento. A melhor aplicação, segundo o economista, vai depender do perfil de cada pessoa e também do prazo que ela pode manter esse dinheiro aplicado. "A grosso modo, podemos sugerir aplicações mais seguras como o Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que são modalidades de baixo risco e possuem retorno maior do que a caderneta de poupança", aconselha.

Gastos conscientes

Entre endividados e poupadores, há também aqueles que costumam usar essa parcela do 13º para compras ou contratações de serviços relacionados à satisfação pessoal, que incluem viagens, presentes, pequenas reformas no imóvel, entre outros. Para o economista, essas decisões requerem um planejamento prévio, pois os gastos devem ser compatíveis com os rendimentos da pessoa.

Ricardo dá ainda um conselho mais específico sobre as viagens. "Devemos evitar viagens de última hora, pois como estamos num período de alta temporada o custo com esses passeios se torna muito elevado e pode comprometer o orçamento. As viagens de férias devem ser planejadas com bastante antecedência e também é recomendado que se faça uma poupança ao longo do ano para viabilizar os passeios. Senão, podemos trazer na bagagem uma dívida tão grande que irá tirar nossas noites de sono", alerta. 

Ano Novo, contas novas

Ricardo lembra que após o período de festas, muitas pessoas vão se deparar com as novas demandas financeiras, tais como pagamento de IPTU, IPVA, mensalidade e material escolar dos filhos, anuidade do registro profissional, entre outras. Por isso, ele aconselha as pessoas a reservar esta ou uma parte do 13º salário para quitar tais despesas que estão por vir. 

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Pesquisa revela que 85% dos brasileiros querem usar o 13º para quitar dívidas (Foto: Reprodução/Google)



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