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Sooretama intensifica combate ao mosquito da dengue

25 de Novembro de 2017 Autor: Caroline Pereira

Sooretama intensifica combate ao mosquito da dengue

Por mais que a dengue, a zika e chikungunya possam se manifestar com mais frequência durante o verão, os trabalhos de combate ao mosquito causador dessas doenças – o Aedes aegypti – já começou em diversos municípios capixabas. Em Sooretama, cidade que já foi líder no número de casos de dengue, a prefeitura realizou entre os dias 13 a 20 deste mês uma série de ações para evitar a manifestação do mosquito. E neste sábado (25), o jornal Correio do Estado se une à Secretaria de Saúde do município para reforçar esse trabalho de prevenção.

Uma tenda foi montada nas proximidades da Avenida Vista Alegre (local onde acontece a tradicional feira livre) para orientar a população quanto ao que fazer para aplacar a dengue. A ação, que prevê ainda a distribuição de panfletos informativos, conta com a participação da equipe do jornal CE.

A Semana Municipal de Combate ao Aedes aegypti, liderada pela equipe da Secretaria de Saúde, contou com passeata, mutirão de limpeza (em especial nos terrenos baldios) e debates nas escolas. “Outra ação que consideramos positiva foi a divulgação de mensagens incentivando o combate ao mosquito nos talões de água entregues nos domicílios do município”, conta a Michele Gusmão, subsecretária de Saúde de Sooretama.

Michele lembra que um dos objetivos da semana foi buscar a parceria da população no combate ao mosquito. “Orientamos que os moradores se envolvam na causa, se responsabilizem pela eliminação dos recipientes existentes em suas residências que possam servir de criadouros para o mosquito e recebam bem os agentes de endemias. O objetivo é não deixar que o mosquito nasça”, alerta.

Conforme mencionado anteriormente, as ações da Prefeitura de Sooretama para evitar a dengue não se encerraram com esta primeira campanha. De acordo com a subsecretária, a vigilância em saúde intensificará, nos próximos tempos, as inspeções domiciliares e em pontos estratégicos. Além disso, equipes de profissionais da vigilância e do Programa Saúde na Escola vão realizar atividades educativas junto aos estudantes. 

Números da dengue em Sooretama

Segundo os dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), os casos de dengue em Sooretama são de 10,5 para cada 100 mil habitantes – uma taxa baixa, conforme a análise da própria Sesa. Para efeito de comparação, o Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos/100 mil habitantes) e alta (mais de 300 casos/100 mil habitantes). A taxa de incidência é um importante indicador de alerta e ajuda a orientar as ações de combate à dengue.

Embora os índices estejam abaixo do risco de epidemia em Sooretama, a secretaria está “longe de manter a calma”, diz Michele. “Sabemos que o mosquito Aedes aegypti está cada vez mais resistente e mutável. Por isso, é necessário estar em alerta constante, pois o quadro epidemiológico pode mudar rapidamente. Esse período chuvoso com dias de calor é sempre uma preocupação”, afirma. 

Ações do Estado

Em nota enviada ao jornal CE, a Sesa afirmou que, atualmente, não há nenhum município no ES com alta incidência de casos de dengue. Porém, ciente da necessidade de combater o mosquito desde já, a Secretaria instalou nos 78 municípios do Estado um sistema de monitoramento em tempo real da infestação do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com a Sesa, foram instaladas 6.333 armadilhas para mosquitos adultos e um sistema de gestão inteligente via web. Com isso, as cidades geram mapas e identificam, em menos tempo, a quantidade de Aedes aegypti presente no ambiente, bem como o vírus circulante no local.

O investimento, segundo a Sesa, é estadual, mas tem as seguintes contrapartidas dos municípios: realizar monitoramento das armadilhas semanalmente; analisar as informações fornecidas pelo sistema e tomar as ações necessárias para eliminar os focos.

“Esse é um instrumento importante de combate ao mosquito, mas é preciso que cada um faça a sua parte para eliminar os criadouros do Aedes aegypti em suas casas. Garrafas vazias, vasos e pratos de planta correspondem a 27,8% dos depósitos de água parada, seguidos por calhas e ralos, 23,2%; tonéis, tambores e barris, 21,96%; e caixas d’água, 6,66%”, relatou a Sesa em nota.  

Recomendações

A Sesa repassou ainda algumas orientações para os moradores de Sooretama e de outras cidades capixabas para combater o mosquito da dengue. São elas:

- Escolha um dia fixo na semana e repita sempre no mesmo dia a eliminação dos focos;

- Limpe o quintal, jogando fora o que não é utilizado;

- Tire água dos pratos de plantas;

- Coloque garrafas vazias de cabeça para baixo;

- Tampe tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água;

- Mantenha os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como tampinha de garrafa, folhas e sacolas plásticas;

- Escove bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, pratos de plantas, tonéis e caixas d’água) e mantenha-os sempre limpos. 

Atendimento em caso de dengue

Se algum morador de Sooretama apresentar os sintomas da dengue (descubra quais são no box desta reportagem), as recomendações da subsecretária de Saúde são as seguintes: “Dependendo da intensidade dos sintomas, a pessoa poderá procurar as unidades básicas de saúde ou o pronto atendimento. Lá, os profissionais de saúde tomarão as condutas necessárias e notificarão os casos suspeitos à vigilância ambiental que, por sua vez, tomará as medidas de controle ao vetor”.

Michele pede que as pessoas que procurarem os serviços particulares de saúde notifiquem os casos à vigilância epidemiológica, no Núcleo de Atenção e Promoção à Saúde (NAPS). “É importante lembrar que a automedicação deve ser evitada”, completa.

Os principais sintomas da dengue são:

- Febre alta (entre 39 °C e 40 °C), que dura de 2 a 7 dias

- Dor de cabeça

- Fraqueza

- Dor atrás dos olhos

- Erupção e coceira na pele

- Perda de peso

- Náuseas e vômitos

 

- Na forma grave da doença, são comuns dores abdominais intensas, vômitos e sangramento de mucosas 



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