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Deficientes pedem acessibilidade na travessia da BR-101 em Linhares

21 de Setembro de 2017 Autor: Redação CE

Deficientes pedem acessibilidade na travessia da BR-101 em Linhares

Após um mês sem retorno por parte da concessionária Eco-101 sobre solicitações de acessibilidade na travessia da BR-101 em Linhares, a Associação dos Deficientes de Linhares (Adefil) informou que vai acionar a justiça nos próximos dias. É que alguns trevos da rodovia, localizados no perímetro urbano da cidade, não possuem calçadas acessíveis para cadeirantes e nenhum deles conta com sinal sonoro para atender cerca de 3.500 deficientes visuais, que residem hoje em Linhares.

José Geraldo Giovani enviou uma nota à imprensa informando que protocolou no dia 18/08/2017, junto à concessionária, um ofício que solicita os reparos na travessia de pedestre, no chamado trevo do Colégio Estadual. “Atualmente, as pessoas com deficiência física, principalmente as que usam cadeira de rodas, precisam atravessar a BR-101 junto com os veículos, o que se torna muito perigoso”, ressalta José Geraldo.

No mesmo documento enviado à Eco-101, que confirmou seu recebimento, também foi solicitado a viabilidade de estudos para implantação de sinais sonoros em trevos, como o que dá acesso ao bairro Lagoa do Meio, o que liga os bairros Conceição e Novo Horizonte - próximo ao supermercados Casagrande -, no trevo do colégio Estadual e na travessia do Centro ao Hospital Geral de Linhares (HGL).

Segundo o presidente da Adefil, atualmente Linhares conta com uma população de aproximadamente 3.500 pessoas com deficiência visual e que a associação recebe inúmeras reclamações sobre a falta de segurança ao atravessarem a rodovia.

E após um mês sem qualquer retorno, os deficientes de Linhares temem não ser atendidos. “O que preocupa é a empresa abandonar a concessão por não realizar a duplicação e essas obras não serem feitas. Vamos esperar por mais alguns dias, se não for dado um posicionamento, vamos acionar a justiça como forma de garantir nossos direitos”, disse José Geraldo Giovani.

O representante da Adefil acrescentou ainda que a entidade está à disposição para auxiliar a empresa nos estudos, reparação dos trechos e até mesmo na instalação dos equipamentos que, não só vão auxiliar as pessoas com eficiência, mas também os idosos, gestantes e mulheres com carrinhos de bebê.

 

O outro lado

Entramos em contato com a empresa Eco-101 para falar sobre o assunto e esta, por meio de nota, informou que “serão analisadas todas as reivindicações e, após avaliação, a associação receberá o retorno da concessionária. Será analisada a viabilidade nos cruzamentos dos quilômetros 149,2; 149; 147,3 e 146,5”.

Quanto aos sinais sonoros, a empresa disse que irá realizar um estudo e, caso o entendimento seja no sentido positivo, os equipamentos poderão ser instalados.

A Eco-101 não informou nenhum prazo.

FOTO: Trevo em frente ao colégio Estadual, que liga os bairros Centro e Araçá. As calçadas dos canteiros não contam com rampas de acessibilidade (foto: Divulgação)



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