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Produção da pimenta- do- reino deve triplicar no ES

01 de Agosto de 2017 Autor: Caroline Pereira

Produção da pimenta- do- reino deve triplicar no ES

As previsões para a produção da pimenta-do-reino no Espírito Santo estão bastante otimistas. Pelo menos é essa uma das principais conclusões 10ª edição do Boletim da Conjuntura Agropecuária Capixaba, divulgado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) na semana passada.

De acordo com o documento, a produção de pimenta-do-reino deve praticamente triplicar neste ano, passando de 12.754 toneladas, colhidas em 2016, para 36.925 toneladas em 2017 – um crescimento estimado em 189,5%. Aumentos também são esperados na área colhida (39,9%) e no rendimento (107%), segundo o boletim.

O diretor-presidente do Incaper, Marcelo Suzart de Almeida, diz que o crescimento da produção de pimenta-do-reino é explicado pelo aumento do preço pago pelo quilo do produto que, embora esteja baixo nos dias de hoje (até junho, o valor médio foi de R$ 12,57), passou por uma crescente nos últimos anos. O boletim do Incaper diz que se em 2012 o preço médio do quilo era de R$ 10,36, em 2015 foi de R$ 25,59. Esses valores, segundo Marcelo, deram um grande estímulo aos produtores.

A valorização da pimenta-do-reino aumentou os investimentos em tecnologia, fator que também explica o crescimento da produção, especialmente no território capixaba. “A produção média do Brasil é de 2.200 quilos por hectare. Aqui no Espírito Santo temos plantios com mais de 6 mil quilos por hectare”, compara o presidente do Incaper.

Entretanto, essa expansão gerou e ainda gera muitas discussões a respeito do preço do produto, já que o aumento da oferta poderia diminuir o valor pago ao produtor. Entretanto, o presidente do Incaper explica que o preço da pimenta-do-reino é regulado pelo mercado internacional e que a contribuição do Brasil na produção mundial é muito pequena. Logo, o aumento da produção nacional quase não influencia o valor final. “O preço de R$8, que é o estimado hoje, ainda é rentável, mas está longe do espetáculo que era o preço de R$ 25 e R$ 30 registrados nos últimos tempos”, considera.

Quanto à retomada do aumento do valor da pimenta, Marcelo diz que é difícil fazer alguma especulação, já que é preciso acompanhar o mercado mundial. Mesmo assim, ele acredita na estabilidade do preço e reforça que a pimenta-do-reino ainda é uma cultura rentável. “A pimenta é uma cultura muito bem adaptada no Espírito Santo, tem uma alta produtividade no Estado e é um produto de fácil armazenamento”. Dessa forma, o produtor pode vender uma parte da colheita para cobrir os custos de produção e guardar o restante para comercializar no futuro, quando o preço estiver em alta. 

Os que desejam apostar na cultura da pimenta-do-reino já contam com a vantagem de o solo capixaba ser propício para tal finalidade. Mesmo assim, Marcelo faz algumas recomendações, a começar pela altitude, que deve ser, preferencialmente, abaixo de 600 metros. A fertilidade do solo também precisa ser corrigida e o produtor deve contar com um bom sistema de irrigação.

FOTO: REPRODUÇÃO



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