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Normativa para modernização das lavouras de cacau

06 de Outubro de 2017 Autor: Caroline Pereira

Normativa para modernização das lavouras de cacau

Com a expectativa de gerar milhões de reais em investimentos no agronegócio, teve início na tarde de ontem (05), na AABB, em Linhares, a Lidera Agronorte, evento que tem como objetivo promover a troca de experiências entre produtores e especialistas, gerar novos negócios e, principalmente, facilitar o acesso do homem do campo ao Plano Safra, ofertado pelo Banco do Brasil.

A abertura do evento contou com a presença de diversas autoridades, entre elas, o presidente do Idaf, José Maria de Abreu Júnior, o Prefeito de Linhares, Guerino Zanon, o Secretário de Estado da Agricultura, Octaciano Neto, o deputado federal Evair de Melo, entre outras.

Na ocasião, foi assinada a instrução normativa que regulamenta o manejo da cabruca nas lavouras de cacau, algo que promete levar modernização para as plantações e, consequentemente, aumentar a produtividade. O presidente do Idaf disse que o Espírito Santo é pioneiro na assinatura desse termo.

A cabruca é um sistema agroflorestal de produção em que o cacau é cultivado sob a sombra de espécies nativas da floresta original. A nova instrução não autoriza a supressão da vegetação, ou seja, não permite a substituição da cabruca por outro sistema produtivo. O que ela faz é autorizar o corte de árvores para novos plantios mediante compensação ambiental e desde que seja autorizado previamente pelo órgão ambiental, que no Espírito Santo é o Idaf. 

O prefeito de Linhares ressaltou sua satisfação em ver Linhares sediando um evento dessa proporção e elogiou as iniciativas de desburocratização de acesso ao crédito. “Tenho certeza que isso vai ampliar o acesso dos nossos produtores às novas tecnologias”, declarou.

O Secretário de Estado da Agricultura afirmou que a Lidera Agronorte aproxima produtores, comerciantes e indústrias, gerando negócios, conhecimento e troca de informações. “Quando se tem um evento como a Lidera Agronorte em Linhares, que é o polo mais dinâmico da agropecuária capixaba, o resultado só pode ser o sucesso”, declarou Octaciano.

Para Evair de Melo, a Lidera Agronorte cumpre o papel de reunir pessoas, que vão trocar informações e ter mais acesso ao conhecimento e às novas tecnologias do setor. “A agricultura do futuro precisa de informação. Quando se faz um evento como esse, cria-se um ambiente de negócios, que fortalece a economia local e gera troca de conhecimento. Com informação é possível tomar decisões corretas”, completou.

Já Breno Toledo, gerente de mercado do Banco do Brasil, disse que o evento significa, para a instituição, uma retomada de crescimento. “Sem dúvida, esse evento tem uma enorme importância para setor agrícola. Nós acreditamos que agronegócio só pode ser feito quando se tem esse tipo de encontro”, declarou.

A feira

Cerca de 30 expositores apresentam ao público as últimas novidades em maquinário, ferramentas e tecnologia na Lidera Agronorte. No auditório, diversos especialistas compartilham, de hora em hora, os seus conhecimentos e resultados de pesquisas voltadas ao setor agrícola.

Abrindo a série de palestras, o engenheiro agrônomo e pesquisador Paulo D´Andrea ressaltou a importância de se conhecer e avaliar a qualidade de um solo antes de iniciar o manejo do mesmo, já que, segundo o palestrante, o solo é composto de organismos vivos, como bactérias, vírus, fungos, insetos, nematoides, etc.

Na sequencia, o gerente de desenvolvimento agrícola da Leão Alimentos e Bebidas, Maurício Ferraz, falou sobre as oportunidades de mercado para a fruticultura. Ele afirmou que a população brasileira está cada vez mais buscando alternativas saudáveis de alimentação, e esse movimento crescente abre espaço para o sucesso de produtores de frutas, até porque, são eles que abastecem as empresas produtoras de alimentos com insumos. Ferraz revelou que, só a Leão, adquire 30 mil toneladas de polpa de fruta concentrada por ano para garantir sua produção.

O ciclo de palestras do dia foi encerrado com as apresentações de Marcus Magalhães sobre a visão global do negócio do café, e da diretoria de agronegócios do Banco do Brasil, com o tema “Mitigadores de Risco no Agronegócio”.

As palestras, bem como a área dos expositores, têm entrada gratuita e aberta ao público.

FOTO: Divulgação/PML



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